segunda-feira, 23 de junho de 2008

Passarei eu mais um Agosto?

Não é novidade meu "apreço" pelo Inverno. O frio esse ano resolveu invadir o Outono para se manifestar. Agora é oficial: estamos no Inverno. Apesar da antecipação das baixas temperaturas, formalizar a estação sempre rende umas reclamações a mais. Fico tranqüila ao ler a coluna do Juremir e perceber que não sou a única.
" Já examinei todos os argumentos em favor do frio e não me convenci. Há os que sustentam ser mais fácil se proteger do frio que do calor. Bastaria colocar roupas quentes, tapar-se com um cobertor (de orelhas ou não), acender fogo numa romântica lareira, ligar o ar-condicionado, usar cuecão, duas meias ou até meia-calça e muita lã. Qualquer solução racional para um problema recorrente que passe pelo uso de cuecão já me parece prejudicada na base. Até meia-calça me parece menos vexatório e mais prático. Nenhuma das providências acima elimina o vento, a umidade, a diminuição da luz natural, a gripe, o resfriado, os problemas respiratórios e a vontade de só acordar ao meio-dia. O frio é para gente civilizada, esse pessoal que inventou a calefação e aquece os ambientes privados e públicos para um longo inverno. Somos primitivos. Necessito de calor. Existe também o argumento do bom vinho. Se eu for me proteger do inverno gaúcho com um bom vinho, viro alcoólatra.
Acho extremamente mais fácil se proteger do calor. Basta ficar pelado, ligar o ar-condicionado, sentar numa barra de gelo, mergulhar numa piscina, no mar, no rio, numa banheira ou num lago de parque público. Quando formos de fato civilizados, ninguém entre nós usará terno e gravata no verão. Isso é coisa de colonizado."

" Não vejo grande vantagem em passar alguns meses encolhido, tossindo e com o nariz escorrendo."

Impossível uma pessoa racionalmente preferir o inverno. Juremir falou tudo, nada elimina a sensação terrível do vento, a umidade... As pessoas ficam menos dispostas, todos sentem vontade de passar o dia deitados, cheios de cobertores. Inverno é uma estação depressiva. No meu caso, há uma considerável perda de produtividade, imaginem a quantidade de vezes que fico gripada. No Verão, estou sempre disposta, sem gripes, sem problemas de rinite, cistite, sinusite...
Sem falar que não consigo sentir uma grande animação em tomar uma cerveja num boteco com essa temperatura e esse vento. No verão, aceito rápida e alegremente. Mas o Inverno... Ah, fico mais emburrada no Inverno.

5 comentários:

Débora disse...

Como sou mega calorenta, me sinto bem mais disposta no inverno. Minha época de ficar mais emburrada é no verão, quando não consigo evitar de sentir calor, por menos roupas que use. No inverno, me agasalho um pouco e fico bem. Além disso, raramente fico gripada. Daí, né, claro que vou preferir o inverno, hehe.

Pato disse...

Agora racional é achar bom andar suado por aí, é?

Bien, cada um com as suas U(x)...

Anônimo disse...

É. Não é muito difícil arrolar as tristezas e mazelas do inverno. E esse Juremir aí, maganão, é o mesmo que, no verão, vai reclamar do calor excessivo.
Também o inverno me importuna, por vezes. Sinto vontade, como tu e o Juremir, de ficar deitado até o meio-dia. A diferença é que de fato fico. (Minha professora de Latim já vira o rosto quando cruza por mim, no campus.)
Mas notei – e já te peço desculpa - que algumas de tuas gélidas desgraças são o meu deleite. Disfarço minha alegria quando tu te aproximas de mim e diz que quer passar a tarde sob os cobertores. Ah, e confesso, acho bonito quando tu fica nariz.
Tem a estação seus problemas, é claro. Ser obrigado – por ti, mais que pelo frio – a usar mantinha, e ser chacoteado pelos amigos é um problema deveras relevante. Ou beber vinho (?) barato e deletério na Toca, e depois padecer de vômitos e enxaqueca. Ainda há os que reclamam (não eu, por certo) das vestimentas em demasia das moças nas ruas.
Para mim, há um outro grande problema: esse Sabino. Não raro rouba minha mariposa de debaixo dos cobertores, com tarefas urgentes para serem resolvidas. Confesso que nutro por esse sujeito um pouquinho de rancor. Já me imaginei, mesmo, adentrando os portões da FCE e desafiando-o a um duelo. Mas fumo um cigarro. Talvez essa pusilanimidade seja culpa do frio.
Com efeito, estamos na incipiência da estação fria. No glacial Agosto, prometo que te faço o mate bem quente e te esquento sob os cobertores.

Pato disse...

Mas temos aqui um Rimbaud!

Anônimo disse...

Não. É o preceito de Catão: domina o assunto que as palavras virão.

Hehe, só mané lê teu blog... Pobre, vou divulgá-lo pra ti. hehe.